IP/09/1926 Bruxelas, 15 de Dezembro de 2009 Dar novo alento aos mercados de trabalho atingidos pela crise As medidas de resposta à crise e o apoio financeiro da UE contribuíram para atenuar os impactos negativos da recessão nos mercados de trabalho da UE em 2009, segundo um relatório da Comissão Europeia hoje publicado. No entanto, para que a saída da crise seja bem sucedida, estas medidas têm de ser coerentes com as reformas a longo prazo no domínio do emprego. Em Março de 2010, os Ministros do Emprego e dos Assuntos Sociais irão debater no Conselho o projecto de «Relatório Conjunto sobre o Emprego», o qual contribuirá para a nova Estratégia de Lisboa para o Crescimento e o Emprego de 2020, a adoptar pelos líderes da UE na Primavera de 2010. «As medidas e o apoio coordenados a nível da UE e dos Estados ‑Membros contribuíram significativamente para a estabilização das economias e para travar o aumento do desemprego em 2009. Todavia, importa agora evitar que se percam ainda mais postos de trabalho e recriar os que se perderam com a crise», afirmou o Presidente da Comissão, José Manuel Barroso. «Devemos adoptar uma atitude prospectiva e dar continuidade à nossa abordagem coordenada para assegurar a sustentabilidade dos empregos e do crescimento a longo prazo. Através da futura Estratégia UE 2020 iremos recuperar a saúde da economia social de mercado e trabalhar para que a economia da União Europeia seja mais forte, mais 'verde' e mais inclusiva». O Comissário Europeu responsável pelo Emprego, Vladimír Špidla, acrescentou: «O principal desafio com que se deparam actualmente as políticas de emprego da UE é equilibrar medidas de curto prazo com reformas a longo prazo. Precisaremos de reforçar, reorientar e, por último, suprimir gradualmente as medidas de resposta à crise, de forma a melhorar a flexibilidade e a segurança dos mercados de trabalho da UE e a aumentar a resiliência da economia às recessões futuras». O projecto de um Relatório Conjunto sobre o Emprego, elaborado pela Comissão, faz uma análise das medidas tomadas em toda a UE para preservar os postos de trabalho e para ajudar as pessoas em dificuldades, identificando os desafios que ainda se levantam. Em consequência da grave deterioração dos mercados de trabalho provocada pelo abrandamento económico em 2009, prevê‑se que o desemprego continue a crescer no próximo ano em todos os países da UE, embora a um ritmo mais lento. Embora se espere uma retoma económica gradual nos próximos dois anos, os mercados de trabalho levarão mais tempo a reagir. Certos grupos populacionais foram atingidos de forma particularmente violenta: os jovens, os migrantes e os trabalhadores pouco qualificados. Os Estados ‑Membros intensificaram consideravelmente as suas políticas sociais e em matéria de emprego ao abrigo das três prioridades da Estratégia de Emprego da UE, com o intuito de fornecer um estímulo imediato à economia e de proteger os grupos vulneráveis do impacto da crise. Em muitos países, os serviços públicos de emprego foram reforçados para fazer face ao desemprego crescente; por outro lado, o reforço do apoio financeiro da UE através do Fundo Social Europeu e do Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização ajudou substancialmente os Estados‑Membros a financiar acções de combate à crise. Os sistemas de protecção social provaram a sua eficácia: os estabilizadores automáticos amorteceram os impactos sociais imediatos da recessão, embora em graus diferentes consoante o país da UE. A capacidade de gerir o aumento da procura de prestações de segurança social varia consideravelmente entre Estados‑Membros, o que acentua a necessidade de desenvolver políticas eficazes para inserir os desempregados no mercado de trabalho. A via a seguir O principal desafio enfrentado pela UE e pelos Estados ‑Membros é fixar o quadro adequado para a recuperação sustentável do mercado de trabalho. A criação de novos e melhores empregos requer, por um lado, estratégias de saída eficazes que preparem os indivíduos e as empresas para responder aos desafios estruturais e, por outro, políticas públicas adequadas que modernizem os mercados de trabalho. O relatório apresentado pela Comissão será debatido pelos Ministros do Emprego e dos Assuntos Sociais da UE na reunião do Conselho «Emprego, Política Social, Saúde e Consumidores», em 8 ‑9 de Março de 2010, e contribuirá para os trabalhos desenvolvidos pela Comissão e pelos Estados‑Membros para preparar a Estratégia EU 2020 para o Conselho Europeu da Primavera de 2010, que se realizará em 25 de Março. Este relatório dá seguimento ao relatório «O Emprego na Europa», de 2009, que analisa mais pormenorizadamente as tendências recentes nos mercados de trabalho da UE (ver IP/09/1803 ). Ver também MEMO/09/554 Para mais informações: Projecto de Relatório Conjunto sobre o Emprego http://ec.europa.eu/social/main.jsp?langId=en&catId=89&newsId=654&furtherNews=yes Relatório «O Emprego na Europa» de 2009 http://ec.europa.eu/social/main.jsp?catId=119&langId=en «Observatório Europeu do Mercado de Trabalho», mensal http://ec.europa.eu/social/main.jsp?catId=120&langId=en Assine o boletim informativo electrónico da Comissão Europeia sobre emprego, assuntos sociais e igualdade de oportunidades: http://ec.europa.eu/social/e-newsletter