IP/09/554 Bruxelas, 8 de Abril de 2009Auxílios estatais: o último painel de avaliação analisa as medidas tomadas pelos Estados-Membros para lutar contra a crise económica (Ver igualmente MEMO/09/160)A Comissão Europeia acaba de publicar uma edição especial do painel de avaliação dos auxílios estatais, que se centra nas medidas que os Estados-Membros adoptaram e que foram analisadas e coordenadas pela Comissão no contexto da actual crise financeira e económica. A fim de preservar a estabilidade financeira, os Estados-Membros criaram sistemas de garantia, garantias gerais e medidas de recapitalização a favor do sector financeiro num volume total que atinge 3 biliões de euros. Três novas comunicações da Comissão proporcionam um quadro claro que estabelece as condições em que estas medidas sem precedentes podem ser tomadas, mantendo simultaneamente a integridade do mercado único e evitando uma corrida nefasta às subvenções entre os Estados-Membros. Além disso, o Quadro temporário relativo às medidas de auxílio estatal adoptado em Dezembro de 2008 fornece orientações aos Estados-Membros sobre a melhor forma de apoiar as empresas e o emprego na economia real, evitando distorções excessivas da concorrência. A Comissária responsável pela concorrência, Neelie Kroes, declarou: «Os últimos seis meses demonstraram a importância do controlo dos auxílios estatais na resposta coordenada, a dar aos desafios que a crise económica coloca em toda a Europa. As regras testadas e comprovadas da UE em matéria de auxílios estatais constituíram claramente parte da solução. Graças à nossa intervenção e às condições - por vezes drásticas - que impusemos, os Estados-Membros não caíram na armadilha do proteccionismo, não exportaram os seus problemas para outros Estados-Membros e foi afastado qualquer risco de derrocada do sistema financeiro. Incumbe agora às instituições financeiras sanearem os seus balanços e reestruturarem-se para garantir um futuro viável.» Crise financeira Graças à acção coordenada dos Estados-Membros e da Comissão, puderam ser aplicados rapidamente programas adequados de apoio e medidas ad hoc, a fim de dar resposta aos desafios colocados pela crise financeira, evitando distorções indevidas da concorrência. Desde Setembro de 2008, a Comissão adoptou mais de 50 decisões, por vezes a uma velocidade recorde. Estes esforços permitiram manter a estabilidade financeira e restaurar a confiança no sector financeiro e no conjunto da economia, mantendo simultaneamente os incentivos para uma assunção de riscos apropriada e preservando a concorrência para o futuro. O controlo dos auxílios estatais foi primordial para evitar as corridas às subvenções e para garantir regras equitativas para as empresas no mercado único. Protegeu os interesses das instituições financeiras sólidas que podem funcionar sem auxílios estatais. A edição especial do painel de avaliação revela que o volume máximo total das medidas de crise adoptadas para apoiar as instituições financeiras, até agora aprovadas pela Comissão, se eleva a cerca de 3 biliões de euros. Este valor representa o montante máximo total dos sistemas de garantia (até 2 300 mil milhões de euros), dos planos de recapitalização (cerca de 300 mil milhões de euros) e medidas ad hoc de emergência e de reestruturação a favor de certos bancos e instituições financeiras (cerca de 400 mil milhões de euros). O volume dos auxílios estatais propriamente dito será significativamente inferior, nomeadamente devido ao facto de o elemento de auxílio das garantias estatais constituir normalmente apenas uma pequena fracção dos montantes garantidos. As despesas orçamentais reais só se materializam quando uma garantia estatal é activada. Desde o início de Outubro de 2008 que a Comissão tem tomado medidas para lutar contra a crise financeira num quadro estratégico claro. A Comissão adoptou três comunicações entre Outubro de 2008 e Fevereiro de 2009, em estreita cooperação com os Estados-Membros: a «Comunicação relativa aos bancos» de 13 de Outubro de 2008 (ver IP/08/1495), a «Comunicação relativa a recapitalização» de 5 de Dezembro de 2008 (ver IP/08/1901) e a «Comunicação relativa aos activos depreciados» de 25 de Fevereiro de 2009 (ver IP/09/322).Economia real Em finais de 2008, a crise financeira propagou-se à economia real. Tendo em conta as dificuldades das empresas na obtenção de crédito, a Comissão adoptou, em 17 de Dezembro de 2008, um quadro temporário (ver IP/08/1993) que proporcionou aos Estados-Membros meios suplementares para lutar contra os efeitos da contracção do crédito na economia real. A Comissão aprovou, até agora, cerca de 25 medidas estatais em 10 Estados-Membros destinadas a estabilizar as empresas e o emprego na economia real. O painel de avaliação, bem como diversos quadros e indicadores estatísticos pormenorizados relativamente ao conjunto dos Estados-Membros, encontra-se disponível no sítio Europa da Comissão no seguinte endereço: http://ec.europa.eu/competition/state_aid/studies_reports/studies_reports.html na rubrica «Painel de avaliação, relatórios e estudos». Intervenções dos Estados-Membros em matéria de auxílios estatais aprovadas no contexto da crise económica e financeira (Situação em 31 de Março de 2009)Estado-MembroRegimes de garantiasPlanos de recapitalizaçãoRegimes que combinam diversas medidasOutras medidasIntervenções ad hoc recentesMedidas relativas à economia realBélgicaxxBulgáriaRepública ChecaDinamarcaxxAlemanhaxxxEstóniaIrlandaxxGréciaxEspanhaxxxFrançaxxxxItáliaxxChipreLetóniaxxxLituâniaLuxemburgoxxHungriaxxMaltaPaíses BaixosxxÁustriaxxPolóniaPortugalxxxRoméniaEslovéniaxxEslováquiaFinlândiaxxSuéciaxxxReino UnidoxxxOs outros quadros que figuram no painel de avaliação dos auxílios estatais da Primavera de 2009 fornecem informações mais pormenorizadas, nomeadamente referências e ligações em linha para as decisões de auxílios estatais. Para uma síntese das medidas nacionais adoptadas em resposta à crise financeira e económica, ver MEMO/09/111.